- 1 Por que nos rejeitaste definitivamente, ó Deus?Por que se acende a tua iracontra as ovelhas da tua pastagem?
- 2 Lembra-te do povo que adquiristeem tempos passados,da tribo da tua herança, que resgataste,do monte Sião, onde habitaste.
- 3 Volta os teus passospara aquelas ruínas irreparáveis,para toda a destruiçãoque o inimigo causou em teu santuário.
- 4 Teus adversários gritaram triunfantesbem no local onde te encontravas conosco,e hastearam suas bandeiras em sinal de vitória.
- 5 Pareciam homens armados com machadosinvadindo um bosque cerrado.
- 6 Com seus machados e machadinhasesmigalharam todos os revestimentosde madeira esculpida.
- 7 Atearam fogo ao teu santuário;profanaram o lugar da habitação do teu nome.
- 8 Disseram no coração:“Vamos acabar com eles!”Queimaram todos os santuários do país.
- 9 Já não vemos sinais milagrosos;não há mais profetas,e nenhum de nós sabeaté quando isso continuará.
- 10 Até quando o adversário irá zombar, ó Deus?Será que o inimigo blasfemaráo teu nome para sempre?
- 11 Por que reténs a tua mão, a tua mão direita?Não fiques de braços cruzados! Destrói-os!
- 12 Mas tu, ó Deus,és o meu rei desde a antiguidade;trazes salvação sobre a terra.
- 13 Tu dividiste o mar pelo teu poder;quebraste as cabeças das serpentes das águas.
- 14 Esmagaste as cabeças do Leviatãe o deste por comida às criaturas do deserto.
- 15 Tu abriste fontes e regatos;secaste rios perenes.
- 16 O dia é teu, e tua também é a noite;estabeleceste o sol e a lua.
- 17 Determinaste todas as fronteiras da terra;fizeste o verão e o inverno.
- 18 Lembra-te de como o inimigotem zombado de ti, ó Senhor,como os insensatos têm blasfemado o teu nome.
- 19 Não entregues a vida da tua pombaaos animais selvagens;não te esqueças para sempre da vidado teu povo indefeso.
- 20 Dá atenção à tua aliança,porque de antros de violência se enchemos lugares sombrios do país.
- 21 Não deixes que o oprimidose retire humilhado!Faze que o pobre e o necessitadolouvem o teu nome.
- 22 Levanta-te, ó Deus, e defende a tua causa;lembra-te de como os insensatoszombam de ti sem cessar.
- 23 Não ignores a gritaria dos teus adversários,o crescente tumulto dos teus inimigos.
Reflexões sobre a destruição e a esperança divina
Neste capítulo da Bíblia, somos confrontados com a lamentação e o questionamento do salmista diante da devastação causada ao santuário de Deus. Com palavras poéticas e emotivas, o autor expressa a angústia do povo diante da aparente rejeição divina e da profanação do lugar sagrado. No entanto, em meio ao caos e à desolação, há um clamor pela intervenção e proteção de Deus, lembrando-o de sua fidelidade no passado e de sua capacidade de trazer salvação e restauração. O salmista anseia pela manifestação do poder divino para derrotar os inimigos e restaurar a honra de seu nome, confiando na justiça e na misericórdia do Senhor.
- Autorreflexão sobre a relação entre a humanidade e a divindade.
- Questionamento sobre a aparente ausência de intervenção divina em momentos de crise.
- Expressão de confiança na soberania e na providência de Deus para trazer redenção e justiça.