“Como se vai ao lugar onde mora a luz? E onde está a residência das trevas? Poderá você conduzi-las ao lugar que lhes pertence? Conhece o caminho da habitação delas? Talvez você conheça, pois você já tinha nascido! Você já viveu tantos anos! “Acaso você entrou nos reservatórios de neve, já viu os depósitos de saraiva que eu guardo para os períodos de tribulação, para os dias de guerra e de combate? Qual o caminho por onde se repartem os relâmpagos? Onde é que os ventos orientais são distribuídos sobre a terra? Quem é que abre um canal para a chuva torrencial, e um caminho para a tempestade trovejante, para fazer chover na terra em que não vive nenhum homem, no deserto onde não há ninguém, para matar a sede do deserto árido e nele fazer brotar vegetação? Acaso a chuva tem pai? Quem é o pai das gotas de orvalho? De que ventre materno vem o gelo? E quem dá à luz a geada que cai dos céus, quando as águas se tornam duras como pedra e a superfície do abismo se congela? “Você pode amarrar as lindas Plêiades? Pode afrouxar as cordas do Órion? Pode fazer surgir no tempo certo as constelações ou fazer sair a Ursa com seus filhotes? Você conhece as leis dos céus? Você pode determinar o domínio de Deus sobre a terra? “Você é capaz de levantar a voz até as nuvens e cobrir-se com uma inundação? É você que envia os relâmpagos, e eles respondem: ‘Aqui estamos’? Quem foi que deu sabedoria ao coração e entendimento à mente? Quem é que tem sabedoria para avaliar as nuvens? Quem é capaz de despejar os cântaros de água dos céus, quando o pó se endurece e os torrões de terra aderem uns aos outros? “É você que caça a presa para a leoa e satisfaz a fome dos leões quando se agacham em suas tocas ou ficam à espreita no matagal? Quem dá alimento aos corvos quando os seus filhotes clamam a Deus e vagueiam por falta de comida? “Você sabe quando as cabras monteses dão à luz? Você está atento quando a corça tem o seu filhote? Acaso você conta os meses até elas darem à luz? Sabe em que época elas têm as suas crias? Elas se agacham, dão à luz os seus filhotes, e suas dores se vão.
Contemplando a beleza e a ordem da natureza como reflexo da sabedoria divina.
Deus e a Natureza – Reflexões sobre a Criação
Neste capítulo, somos convidados a contemplar a sabedoria divina manifestada na natureza e nos animais. Desde as cabras monteses que dão à luz com precisão, até a força imponente do cavalo e a agilidade do falcão, cada criatura reflete a ordem e o cuidado de Deus. A mensagem aqui é clara: a criação é bela, complexa e cheia de propósito, e o ser humano deve aprender com ela a confiar na providência e na sabedoria do Criador.
- O ciclo de vida das criaturas, sua relação com o ambiente e a confiança na provisão divina são temas centrais.
- A natureza revela a grandeza e a ordem de Deus, convidando-nos à admiração e ao respeito por toda forma de vida.
- A força e a beleza dos animais destacam a diversidade e a complexidade da criação, mostrando a harmonia e equilíbrio presentes na natureza.